terça-feira, 23 de outubro de 2007

Bossa Nova e Rio de Janeiro - um casamento perfeito.

A Bossa Nova recebeu da Prefeitura o status de Patrimônio Cultural da cidade do Rio de Janeiro.
A homenagem é mais do que merecida porque é impossível pensar em um sem lembrar do outro.
Já se passaram muitos anos desde aquelas madrugadas no Beco das Garrafas e mesmo assim, a batida sincopada da Bossa Nova não perde o seu frescor.
Nos bares da nossa cidade maravilhosa, onde houver um cantor, um banquinho e um violão ela se fará presente. Um nasceu para o outro, e não poderia ser diferente, e isso podemos provar facilmente.
Vamos fazer um pequeno exercício de abstração. Imaginemos nossa eterna musa Helô Pinheiro atravessando a marginal Tietê. Com certeza sua graça e beleza chamaria a atenção dos pouquíssimos pedestres que não estariam correndo mas, dificilmente o desfile da beldade despertaria algum poeta a ponto de escrever uma canção tão bela quanto Garota de Ipanema.
Vamos agora nos abstrair mais um pouco e experimentar a sensação de estar no interior de um Electra a poucos instantes de pousar na pista curta de Congonhas. É inimaginável que algum compositor iria interromper as suas orações para escrever um clássico da nossa MPB como o Samba do Avião.
Para finalizar, fechemos os olhos e vamos nos transportar agora para as margens do lago Paranoá. O dia está ensolarado. Uma leve brisa beija nosso rosto. Alguns pássaros sobrevoam a paisagem. Ao fundo avistamos um senador passeando com seu lindo veleiro. O senador é esse mesmo que você lembrou. O desafio agora é escrever uma música parecida com O Barquinho. Duvido que você ou qualquer outro poeta consiga.
Acho que agora ficou claro porque Rio de Janeiro e Bossa Nova são simbióticos, complementares. Se completam, se confundem. cqd.